Vacinação contra o Sarampo e a Paralisia Infantil será realizada de 8 a 28 de novembro

Vacinação contra o Sarampo e a Paralisia Infantil será realizada de 8 a 28 de novembro
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01/01/2021

Em São Ludgero a meta é vacinar aproximadamente 700 crianças. Haverá dois dias D, 8 de novembro e 22 de novembro. Nestes dias a Sala de Vacinas funcionará das 8 as 17 horas sem fechar ao meio dia.

   Com o objetivo de manter a erradicação da Paralisia Infantil e garantir a eliminação do Sarampo no Brasil, o Ministério da Saúde, através dos estados e municípios, realiza a Campanha Nacional de Vacinação que acontecerá de 8 a 28 de novembro. Em São Ludgero, está tudo pronto para que a campanha atinja seu objetivo.

   A meta em São Ludgero é vacinar aproximadamente 700 crianças. A vacinação contra a Poliomielite – responsável pela Paralisia Infantil – terá como população-alvo  crianças de seis meses até menores de cinco anos que devem receber as gotinhas. Já a vacina Tríplice Viral, destinada à vacinação contra Sarampo, Caxumba e Rubéola, que é injetável, será aplicada em crianças de um ano até menores de cinco anos. As responsáveis pela Sala de Vacinas em São Ludgero, Rosi Borba Wernke e Renata Joaquim, avisam que não haverá vacinação nas escolas. “Como a vacina do Sarampo é injetável, a vacinação acontece somente na Sala de Vacinas”, explica Rosi. Já Renata esclarece que no município de São Ludgero não foi identificado nenhum caso de Sarampo nos últimos anos. A Secretária Municipal da Saúde, Nilva Schlickmann Pickler, reforça o pedido para que os pais levem seus filhos para receberem as vacinas. “A prevenção é o melhor caminho e todo atendimento é gratuito”, adverte a Secretária. Já a Coordenadora das Unidades de Saúde do município, Enfermeira Madalena Beltrame, explica que a campanha sempre era realizada no mês de agosto, mas devido a introdução da vacina contra Hepatite A, houve uma mudança no calendário anual deste ano.

   Rosi e Renata lembram que haverá o atendimento em dois sábados. “Caso os pais não possam levar os filhos durante a semana, terão dois dias D, um no dia 8 de novembro e outro no dia 22 de novembro, com funcionamento na Sala de Vacinas, localizada no ESF Margem Esquerda, das 8 as 17 horas, sem fechar ao meio dia. O objetivo é garantir que todas as crianças na faixa etária recebam ambas as vacinas”, reforça Renata. Além da presença da criança, os pais devem apresentar a Caderneta de Vacinação. Mais de 11 milhões de crianças deverão ser vacinadas em todo o país.

A Paralisia Infantil no Brasil - O Brasil está livre da Poliomielite (Paralisia Infantil) desde 1990. Desde então, não houve novos casos registrados e, em 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território. A continuidade das campanhas de vacinação é fundamental para evitar a reintrodução da doença no país, uma vez que dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que entre 2013 e 2014, 10 países registraram casos da doença e três deles são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão). A Poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral. 

O Sarampo no Brasil - Os últimos casos de contágio autóctone de Sarampo no Brasil ocorreram em 2000 e, desde então, os casos registrados foram importados ou relacionados à importação. Em 2013 e 2014, foram registrados casos importados no país, com concentração em Pernambuco e Ceará. No mundo, em 2014, foram registrados 160 mil casos da doença e com o fluxo de turismo e comércio entre os países o risco de contaminação se eleva. O Sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do Sarampo, particularmente, em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A única forma de prevenção é por meio da vacina.