Raio cai na comunidade de Bom Retiro e assusta muitas famílias há mais de 7 quilômetros de distância
Felizmente, o raio não acarretou incêndio e nem a morte de pessoas e animais.
Impressionante. Esta é a palavra que define a intensidade de uma descarga elétrica causada por um raio, com sua luz seguida do som, provocando um estrondo muito forte, ouvido e que assustou inúmeras famílias sãoludgerenses, há mais de 7 quilômetros de distância. Era 1h14min da madrugada de quinta-feira, 8 de outubro, e felizmente o fenômeno natural não vitimou nenhuma pessoa e animal. O fenômeno natural aconteceu na propriedade de Matias Weber, na comunidade de Bom Retiro.
Até o momento, o que pode ser explicado sobre o ocorrido, é que um raio com muita intensidade fez um círculo entre um pé de Ipê e o muro de contenção de um açude que existe no lado da residência e de galpões da propriedade. As raízes da árvore foram, simplesmente, descascadas. De um lado do círculo, forte rasgo foi feito na pastagem e, do outro lado, pedras de sabão além de espedaçadas, lançadas há mais de 40 metros atingindo o telhado de um galpão e da residência, chegando até a estrada geral. Além disso, o cenário aponta que a corrente elétrica através da água, atingiu a ilha murada por pedras, localizada bem no centro do açude, arremessando-as há vários metros. O motor do aerador existente no lago foi destruído e a energia seguiu pela rede de transmissão, estourando duas chaves gerais.
Timóteo Weber, filho de Matias Weber, conta que ao chegar às 6 horas da manhã na propriedade, rapidamente, concluiu que se tratava de um raio. “Eu e meu pai já vimos cair um raio há uns 200 metros da residência atingindo dois eucaliptos. Mas, nada comparado a esse”. Já Matias Weber, esclarece que a região do Bom Retiro ao longo dos anos vem sendo atingida por raios. “As pessoas mais antigas já contavam histórias de trovoadas e raios. Sinceramente, gostaria de uma explicação científica mais aprofundada para entender o que aconteceu”, ressalta. Chegou-se ao horário do ocorrido, pelo fato de várias pessoas da comunidade e famílias residentes no perímetro urbano da cidade, terem acordado assustadas com o estrondo e descrito de forma similar com as mesmas características de detalhes o que ouviram na madrugada por uma única vez. Felizmente, o raio não acarretou incêndio e nem a morte de pessoas e animais.
As descargas elétricas - As descargas atmosféricas têm duas características principais: a intensa luz que marca sua passagem no céu e o som provocado pela expansão do ar aquecido, conhecido como trovão. A formação do raio acontece porque o ar quente e úmido que está no solo sobe para a atmosfera e durante essa travessia ele esfria, transformando-se em água e, posteriormente, em gelo. Sendo mais pesado que o ar, o granizo cai, mas até sua chegada ao solo ele se choca com outras partículas menores. Esse “choque” faz com que os granizos e os cristais de gelo fiquem eletricamente carregados. E, neste momento, ocorre outra divisão: os granizos que ficam com cargas negativas vão para a base da nuvem enquanto os cristais de gelo, que ficam com cargas positivas, vão para o topo da nuvem. No momento em que a quantidade de carga atinge uma alta concentração, ocorre o relâmpago (o clarão). Até esse momento tudo acontece dentro da nuvem, mas há uma parte dessa descarga elétrica que ocorre fora dela em direção ao solo. Antes de atingi-lo, cerca de 50 metros do chão, outra descarga elétrica positiva sai do solo em direção à nuvem e esse encontro, gera a luz intensa que se forma no céu. O raio gera uma diferença de tensão entre a nuvem e o solo de milhões de volts, podendo trazer efeitos devastadores para a região atingida. Inúmeras pessoas no Brasil são atingidas por raios. Felizmente, na propriedade de Matias Weber, ninguém estava na residência no momento e nenhum animal foi morto.