Orientações já foram recebidas e em breve equipe sairá a campo para alertar sobre a Febre do Chikungunya
Doença viral é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da Dengue e da Febre Amarela.
Após receber orientações do Governo Estadual, via Superintendência de Vigilância em Saúde e Diretoria de Vigilância Epidemiológica e um alerta sobre a Febre Chikungunya, doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da Dengue e da Febre Amarela e que pode se espalhar pelo Brasil e Santa Catarina, o município de São Ludgero se prepara para realizar um trabalho preventivo junto há população e reforça o trabalho em relação às 60 armadilhas (sendo 9 pontos estratégicos) em funcionamento. Não existe vacina contra a febre.
A grande preocupação é que o ciclo de transmissão é bem mais rápido do que o da Dengue. Em no máximo sete dias a contar do momento em que foi infectado, o mosquito começa a transmitir o CHIKV para uma população que não possui anticorpos contra ele. Por isso, o objetivo é estar atento para bloquear a transmissão tão logo apareçam os primeiros casos. Segundo o Ministério da Saúde a doença é transmitida por um mosquito comum em algumas regiões da África. Nos últimos anos, inúmeros casos da doença foram registrados em países da Ásia e da Europa. Recentemente, o vírus CHIKV foi identificado em ilhas do Caribe e na Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o estado do Amapá. Até o momento no Brasil, há somente registros de casos importados. Em Santa Catarina a presença do Aedes aegypti foi detectada em 76 municípios e o Aedes albopictus encontra-se presente em 184 municípios, e como ocorre fluxo de pessoas provenientes de áreas de transmissão, existe o risco de introdução e circulação viral da Chikungunya no estado.
O Fiscal Sanitário de São Ludgero, Gilson Martins, explica que as pessoas devem realizar as mesmas ações preventivas tomadas em relação a Dengue. “Ao manter suas residências livres de água parada estarão se prevenindo em relação a Febre da Chikungunya. O alerta é válido para as pessoas que irão viajar para áreas afetadas e que o vírus está circulando”, esclarece. Ele detalha que apenas o trabalho após a identificação do mosquito é que se difere da Dengue. “No caso da Chikungunya um raio de 50 metros será feito um trabalho de pulverização completo”, informa. O Fiscal Sanitário ressalta que um trabalho de orientação deverá acontecer nos próximos meses no município. A Organização Mundial da Saúde (OMS), garante que são mais de 40 países até o momento que já possui a doença. Mais informações em São Ludgero na Vigilância Epidemiológica no (048)3657 1938 (ramal 26) e na Vigilância Sanitária no 36(048)3657 1474.
Sintomas
Na fase aguda da doença os sintomas aparecem de forma brusca e compreendem febre alta, artralgia (predominantemente nas extremidades e nas grandes articulações), cefaleia e mialgia. Também é frequente a ocorrência de exantema maculopapular. O período médio de incubação da doença é de três a sete dias (podendo variar de 1 a 12 dias). Os sintomas costumam persistir por 7 a 10 dias, mas a dor nas articulações pode durar meses ou anos e, em certos casos, converter-se em uma dor crônica incapacitante para algumas pessoas.
Diagnóstico
O diagnóstico depende de uma avaliação clínica cuidadosa e do resultado de alguns exames laboratoriais. Casos suspeitos de infecção pelo CHIKV devem ser notificados em até 24 horas para os órgãos oficiais dos serviços de saúde.
Tratamento
Na fase aguda, o tratamento contra a febre Chikungunya é sintomático. Analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas. Manter o doente bem hidratado é medida essencial para a recuperação. Quando a febre desaparece, mas a dor nas articulações persiste, podem ser introduzidos medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia.
Prevenção
Não existe vacina contra Febre Chikungunya. Na verdade, a prevenção consiste em adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença.